Primeira etapa do projeto inaugura consultórios exclusivos na nova torre e prevê, até o primeiro semestre, ampliação da área de infusão e de internação para fortalecer o tratamento oncológico no Nordeste
Por Etiene Ramos e Jademilson Silva
O Hospital Santa Joana Recife, integrante da Rede Américas, inaugurou a expansão do serviço de oncologia nesta quarta (4), reunindo convidados e os principais executivos da Américas, a segunda maior rede privada do país, a fim de atender o aumento da demanda por tratamentos oncológicos integrados. A inauguração da primeira fase eleva de sete para treze o número de consultórios especializados e prevê, até o final do primeiro semestre, a ampliação dos espaços de infusão de quimioterápicos e das unidades de internação.
Com investimento de cerca de R$ 23 milhões, a nova estrutura irá dobrar a capacidade de atendimento aos pacientes de câncer, que hoje representam 30% da receita do hospital ou seja, a maior parte.
Diretora geral do hospital, a médica Erica Batista, explica que a expansão integra uma estratégia da Rede Américas de consolidar polos de excelência em oncologia no Brasil, com investimentos em infraestrutura, tecnologia e equipes multiprofissionais. Segundo ela, o crescimento da área acompanha a demanda crescente por tratamentos especializados e reforça o posicionamento do hospital como referência regional.
A oncologia já ocupa papel estratégico dentro da instituição, reunindo uma linha de cuidado estruturada que envolve diferentes especialidades médicas e profissionais de saúde. O atendimento inclui oncologistas clínicos, hematologistas e uma equipe multidisciplinar composta por enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos e especialistas que dão suporte ao tratamento, como geneticistas, cardio-oncologistas, geriatras e profissionais de cuidados paliativos.
“A proposta do hospital é oferecer um cuidado integral e integrado ao paciente, reunindo diagnóstico, tratamento e acompanhamento em uma mesma estrutura. Temos equipamentos de alta complexidade para exames diagnósticos, incluindo tomografia, ressonância magnética e medicina nuclear, recursos essenciais para o acompanhamento de pacientes oncológicos”, revela a diretora-geral.
Todas as etapas do tratamento, segundo ela, são realizadas via planos de saúde, facilitando o acesso aos pacientes que não podem arcar com custos extras quando aparece uma doença como o câncer.
Entre os diferenciais apontados, Érica Batista cita o modelo de navegação do paciente, criado para facilitar o percurso hospitalar. Após a consulta médica, ele passa a contar com acompanhamento direto de um profissional da equipe assistencial, responsável por orientar e agilizar o agendamento de exames, consultas e procedimentos necessários. A medida reduz atrasos no início do tratamento e garante maior segurança e acolhimento durante o processo terapêutico.
Além da oncologia clínica, o hospital também mantém uma estrutura integrada com a hematologia, incluindo procedimentos de transplante de medula óssea para atender doenças hematológicas, como leucemias e linfomas – inclusive em crianças. O serviço realiza, em média, de dois a três transplantes por mês, utilizando tanto células do próprio paciente quanto de doadores compatíveis.
A ampliação da oncologia ocorre em etapas. A primeira fase contempla os consultórios exclusivos na torre Eustácio Vieira, a mais nova do hospital. Até maio, está prevista a abertura de novas unidades de internação e o aumento da área de infusão de medicamentos que passará de 11 para 28 espaços, permitirá ampliar significativamente o volume de atendimentos. “Nosso objetivo é consolidar uma estrutura capaz de oferecer tratamento completo, com tecnologia e suporte multidisciplinar, garantindo que o paciente tenha acesso a todas as etapas do cuidado em um único ambiente hospitalar”, resume a diretora-geral.
Entrevista – Érica Batista
Paciente oncológico terá jornada completa num único hospital
A expansão física e tecnológica da oncologia integra o plano de investimentos da Rede Américas para fortalecer polos de excelência no tratamento do câncer. Em entrevista ao Blog Polo Médico, a diretora-geral do Hospital Santa Joana Recife, Erica Batista, detalha o projeto de ampliação e o modelo de tratamento integrado que reforçam o papel da instituição na assistência oncológica no Nordeste.
Qual é o principal objetivo da expansão da oncologia no Hospital Santa Joana Recife?
A expansão faz parte de um movimento da Rede Américas de fortalecer polos de excelência no tratamento do câncer no Brasil. Estamos investindo em estrutura, tecnologia e equipes especializadas. Com essa ampliação, até o final do primeiro semestre, vamos dobrar a capacidade de atendimento do nosso serviço de oncologia.
Quais foram as primeiras mudanças já implementadas nessa expansão?
A primeira etapa foi a inauguração dos consultórios exclusivos na nova torre do hospital. Essa é a fase inicial. Na sequência, até o mês de maio, vamos abrir a área de infusão de medicamentos e ampliar as unidades de internação, com novos leitos destinados aos pacientes em tratamento oncológico.
Hoje a oncologia já tem peso importante dentro do hospital?
Sim. Atualmente, a oncologia já representa cerca de 30% da receita do hospital. É uma linha de cuidado bastante representativa dentro da nossa operação. Temos um corpo clínico amplo e uma estrutura muito completa, que inclui não apenas oncologistas, mas também hematologistas e uma equipe multidisciplinar.
Como funciona essa estrutura multidisciplinar no tratamento do paciente?
O tratamento oncológico exige uma abordagem integrada. Por isso contamos com enfermeiros especializados, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais que dão suporte ao paciente durante todo o processo. Também temos especialistas como geneticistas, cardio-oncologistas, geriatras e profissionais de cuidados paliativos, que ajudam a compor uma linha de cuidado mais completa.
Quais são os diferenciais do serviço de oncologia do hospital?
Um dos diferenciais é o modelo de navegação do paciente. Após a consulta, ele passa a ter acompanhamento de um profissional que ajuda a organizar toda a jornada do tratamento, desde o agendamento de exames até os procedimentos necessários. Isso é importante porque muitos pacientes ficam inseguros ou fragilizados nesse momento. Ter alguém que acompanha esse processo ajuda a evitar atrasos no início do tratamento.
A estrutura de diagnóstico também faz parte desse cuidado integrado?
Sim. O hospital possui uma estrutura diagnóstica completa para atender pacientes de maior complexidade, com tomografia, ressonância magnética e medicina nuclear, que são exames fundamentais no acompanhamento de doenças oncológicas. Além disso, contamos com unidades ambulatoriais que realizam check-ups e exames complementares.
O hospital também atua no tratamento de doenças hematológicas?
Sim. Temos uma estrutura integrada de hematologia que inclui procedimentos de transplante de medula óssea para doenças como leucemias e linfomas. Realizamos, em média, de dois a três transplantes por mês. Dependendo do caso, o transplante pode utilizar células do próprio paciente ou de um doador compatível.
Qual é a expectativa após a conclusão da expansão?
Nossa expectativa é consolidar ainda mais o Hospital Santa Joana Recife como uma referência em oncologia na região. Com a ampliação da estrutura e a integração das equipes, conseguimos oferecer um cuidado mais completo, garantindo que o paciente tenha acesso a diagnóstico, tratamento e acompanhamento dentro da mesma instituição.


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