Abril Laranja é o mês de conscientização de riscos e prevenção de amputações

Pacientes mostram que é possível manter-se em movimento após a perda de membros. FOTO: Divulgação

Da Redação

No Recife, o Abril Laranja, começou com o OBV em Movimento, um aulão de dança e alongamento para cerca de 40 pacientes amputados que passam por reabilitação com atividades físicas. O evento, promovido pela Clínica Ortopedia Boa Viagem, aderiu à campanha da Associação Brasileira de Ortopedia Técnica (Abotec)  para prevenir as causas de amputações.

Cálculo renal causou infecção que levou Hilda a sofrer amputações i. FOTO: Divulgação

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade dos casos envolvem pessoas com diabetes, seguida por acidentes de trânsito – principalmente motos, e de trabalho. No entanto, as cirurgias em membros inferiores podem estar relacionadas à causas como o tabagismo, hipertensão arterial, idade avançada, insuficiência renal crônica, histórico familiar e pacientes com câncer ósseo.

Seja qual for a causa, é necessário mostrar que é preciso seguir em frente após um acidente ou uma doença que causa a perda de um ou mais membros. Hilda Patriota, 52 anos, é um exemplo. Ela amputou os quatro membros por causa de uma infecção generalizada ocasionada por cálculo renal. Mas com a ajuda das próteses está voltando a se movimentar.

Amputação em números

Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) apontam que mais de 282 mil cirurgias de amputação de membros inferiores (pernas ou pés) foram realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro de 2012 e maio de 2023. A Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação, atesta que o Brasil possui cerca de 500 mil pessoas amputadas.

Diante desse quadro, a Abotec tomou a iniciativa e há sete anos faz um alerta popular para a prevenção com a campanha Abril Laranja – mês de conscientização da amputação.

O movimento tem dois pilares fundamentais:

1) Combater as causas da amputação: Busca conscientizar a população sobre a importância de prevenir as causas patológicas e traumáticas da amputação: doenças vasculares, como o pé diabético, e os riscos dos acidentes de trânsito, especialmente os envolvendo motocicletas.

2) Ressignificar vidas: Tem como foco o apoio a pessoas que sofreram amputações de qualquer origem, incentivando-as a superar desafios e a manter uma vida plena e de qualidade.

Para o fisioterapeuta Tiago Bessa, especialista em reabilitação à frente da Clínica Ortopedia Boa Viagem, o diagnóstico precoce pode ser um grande aliado no tratamento. “O Abril Laranja é fundamental para esclarecer que o processo de amputação não impede o paciente de seguir uma vida plena e feliz”, declarou.

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