HospitalMed 2026 – Tecnologia e inteligência de compras podem fazer a diferença para o varejo farmacêutico

Realizar a compra certa é o primeiro passo para uma farmácia crescer como referência. FOTO: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

Etiene Ramos

Em um mercado marcado pela forte concorrência e pela pressão sobre as margens de lucro, comprar bem deixou de ser uma atividade meramente operacional para se tornar uma decisão estratégica para as farmácias. Controle de custos, gestão de estoque, escolha adequada do mix de produtos e acesso a diferentes fornecedores podem fazer diferença na sustentabilidade do negócio.

A partir dessa perspectiva, o empresário Eduardo Neves Baptista, fundador e diretor da Plataforma Central de Cotações, defende uma mudança na forma como proprietários e gestores enxergam a operação de suas farmácias.

Para ele, encontrar o menor preço é apenas uma parte do processo. O desafio é combinar tecnologia, inteligência de compras e conhecimento do mercado para tomar decisões capazes de melhorar o desempenho do estabelecimento como um todo.

A Central de Cotações utiliza a tecnologia para ampliar o acesso das farmácias a oportunidades de compra junto a indústrias, importadores e grandes distribuidores, aumentando as possibilidades de negociação e comparação.

A ferramenta é usada por farmácias independentes e por redes associativistas. Apesar das diferenças entre os modelos de negócio, o desafio é semelhante: comprar de maneira mais eficiente e construir operações mais competitivas.

Da compra à gestão

Para Eduardo Neves Baptista uma boa negociação com fornecedores não resolve sozinha os problemas de uma farmácia. “É preciso olhar para dentro da empresa e identificar onde estão os custos excessivos, quais produtos estão imobilizando recursos, se o estoque corresponde ao perfil dos consumidores daquela região e se existem oportunidades de negociação ainda não exploradas”, afirma.

Nessa análise questões relacionadas à gestão das vendas e ao posicionamento do estabelecimento diante do consumidor também são consideradas.  “É dessa avaliação mais ampla que surge nosso conceitos de  transformar farmácias em lojas referência”, completa Baptista.

Uma loja referência, segundo ele, não precisa necessariamente ser a maior da região nem aquela com o maior faturamento. É o estabelecimento que conhece seu mercado, controla custos, trabalha com um mix adequado, compra estrategicamente, vende melhor e consegue oferecer razões para que o consumidor volte a escolhê-lo.

Neste cenário, a competitividade passa a ser construída por uma combinação de fatores: comprar melhor, gerenciar melhor e vender melhor.

Central de Cotações na HospitalMed 2026

Eduardo Neves Baptista, fundador da Central de Cotações. FOTO: Divulgação

Essa discussão será levada ao Espaço Central de Cotações, instalado na HospitalMed, a maior feira de negócios em Saúde do Nordeste, nos dias 21, 22 e 23 de outubro, no Ceon Centro de Convenções, em Olinda, Pernambuco.

A iniciativa pretende reunir conhecimento, tecnologia e experiências relacionadas aos desafios enfrentados pelo varejo farmacêutico, aproximando proprietários e gestores de novas possibilidades nas áreas de compras, gestão e competitividade.

“Mais do que apresentar uma solução tecnológica, nosso proposta é discutir a própria maneira como o empresário administra sua farmácia”, resume Eduardo Neves Baptista.

Entre as questões que estarão no centro dessa reflexão estão a composição do estoque, o capital de giro, o relacionamento com fornecedores, as oportunidades de compra direta, o perfil do consumidor e a capacidade de transformar informação em melhores decisões de negócio.

Essa mudança de olhar, segundo o  fundador da Central de Cotações, é justamente o que pode ajudar estabelecimentos a conquistarem uma posição diferenciada em seus mercados. A pergunta que orienta a proposta é simples, mas envolve  diferentes aspectos da gestão: o que uma farmácia precisa mudar para deixar de ser apenas mais uma e se tornar referência em sua região?

“A resposta pode começar pelas compras, mas passa necessariamente pela gestão. Em um setor cada vez mais competitivo, tecnologia e informação ganham importância justamente quando conseguem ajudar o empresário a decidir melhor — da escolha do fornecedor ao produto que chega à prateleira e, finalmente, ao consumidor”, conclui o empresário.

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